Plataforma oferece aluguel de roupas para quem tem até dois anos de idade

Ao fazer os preparativos para uma viagem à Europa com a filha, que na época tinha sete meses, a arquiteta Carolina Costa Dutra, 37 anos, de Porto Alegre, se deu conta de um problema: teria de comprar um verdadeiro enxoval de roupas de frio para serem usadas por apenas 15 dias.

A inquietação sobre o desperdício lhe motivou a empreender e lançar a Loop for Good, uma plataforma de aluguel de roupas de bebês de até dois anos de idade.

O projeto saiu do papel em meio à pandemia do coronavírus, em junho de 2020, e contou com a ajuda da irmã de Carolina, e hoje sócia, Camila Costa Dutra, 40, engenheira de produção e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Ela, aliás, também é mãe, fator que a motivou a abraçar a iniciativa.”Pela minha experiência na maternidade, quero fazer de tudo para que a gente melhore o mundo em que vivemos. É uma questão que acredito”, destaca Camila. Ela refere-se ao propósito do negócio, que promete gerar economia de aproximadamente 70% às famílias, praticidade, preservação do meio ambiente e popularização do conceito de compartilhamento desde cedo.

Até porque, devido ao crescimento, a média de uso das roupas nos primeiros dois anos é de três meses.”Temos muitas gestantes nos procurando, o que é positivo, pois passa uma ideia diferente de consumo para os filhos. Eles nem nasceram e já estão experimentando uma nova forma de consumir.

Há muito poder de transformação”, orgulha-se Carolina.Os clientes têm a opção de alugar peças avulsas, a partir de R$ 7,00, ou fazer parte do clube de assinatura, com valor mínimo de R$ 50,00 por mês – há cerca de 60 adeptos atualmente. O número de roupinhas enviadas às casas dos bebês neste valor depende dos modelos escolhidos.

Como a fase inicial dos pequenos envolve risco de manchas, a dupla esclarece que limpezas simples são feitas pela Loop for Good. E o mais bacana: com o uso de produtos veganos e biodegradáveis. Se for impossível deixar com aparência de nova, é cobrada uma taxa.

E as empreendedoras fazem o encaminhamento posterior. “Doamos para comunidades carentes. Elas decidem se vão vestir ou transformar através de técnicas de upcycling”, afirma Carolina.

O estoque começou com roupinhas que eram dos filhos de Camila e Carolina, mas hoje elas também apostam na aquisição de marcas nacionais. O acervo, disponível em www.loopforgood.com.br, conta com mais de 600 opções. “Não são itens tão especiais, como vestidos de casamento, por exemplo, mas, sim, para complementar o dia a dia”, descreve Camila.

E, como expõe Carolina, o luxo está em o bebê ter roupas novas a cada três meses, sem precisar vestir as que estão apertadas ou grandes demais. “Se todas as famílias se preocuparem com isso, fará diferença para o planeta”, emenda Camila.

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