Na faculdade, a saída é mesclar aula virtual e presencial

Na faculdade, a saída é mesclar aula virtual e presencial

RIO – Como efeito da pandemia, as instituições de ensino superior privadas estão acelerando a migração de sua base de cursos para o modelo híbrido, que combina ensinos presencial e digital. É esforço para compensar a progressiva redução na receita líquida do setor, puxada pelo crescente ingresso de alunos na modalidade a distância (EAD), que tem mensalidade a um terço do valor cobrado nos cursos presenciais e com preços em queda.

Para avançar em escala e em rentabilidade, companhias do setor voltam as atenções para os cursos presenciais de preços mais altos — como Medicina, Engenharia e Direito —, ampliam a abertura de polos de EAD e devem aquecer o movimento de aquisições. São estratégias para lidar com outros desafios trazidos pela Covid: aumento de inadimplência e evasão de alunos.

— Está ficando mais difícil diferenciar os cursos presenciais dos digitais. As companhias com capital em Bolsa estão voltadas para a construção de currículos híbridos, que permitem mensalidades mais altas. A tendência é que cresça a oferta de novos produtos, que serão cada vez mais personalizados. O desafio é casar qualidade acadêmica e custos de infraestrutura e tecnologia num mercado muito competitivo — frisa Mariana Ferraz, analista do setor de Educação da Eleven Financial Research.

Paulo Presse, especialista da consultoria Hoper Educação, explica que em 2019 o número de alunos que ingressam pelo EAD superou o total via presencial. É fatia que seguirá crescendo, continua ele, devendo bater 67,1% em 2021.

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